Sobre

adler metalTiroleses no Brasil tem por objetivo principal apresentar aspectos da história, cultura e identidade da Imigração Tirolesa no Brasil. Nosso maior compromisso é com a verdade histórica, que entendemos ser aquela feita a partir de fatos (documentos, fotos e depoimentos) que são apresentados e analisados em nossas postagens.

Contato do Blog: contato@tiroleses.com.br        


Autores

Everton Altmayer. Paulista, residente em Treze Tílias, Santa Catarina. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado (USP/FAPESP) e doutorado (USP) sobre a imigração e dialeto trentinos. Professor e pesquisador do dialeto trentino e da imigração tirolesa no Brasil. Falante do alemão, do italiano e do dialeto trentino. Foi membro do Grupo Folclórico Tirol da cidade de São Paulo e atuou como diretor de cultura junto ao Circolo Trentino di São Paulo. É membro honorário da Schützenkompanie Kaiser Maximilian I de Trento e atualmente preside o Centro Cultural Dona Leopoldina de Treze Tílias, SC, entidade fundada em parceria com a Universidade de Innsbruck, Áustria.

Misael Dalbosco. Catarinense de Nova Trento, Santa Catarina, onde reside. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com mestrado na mesma instituição. Engenheiro e professor universitário. Falante do alemão, do inglês, do italiano e do dialeto trentino. Ex-membro (2011-2016) do Gruppo Folk Nea Tridentum de Nova Trento. Ex-presidente (2013-2015)  do Circolo Trentino di Nova Trento.

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12 comentários sobre “Sobre

  1. Parabens aos autores, Everton e Misael. Agradavel leitura que nos presenteia com uma fonte inesgotavel de informações acerca das nossas origens. abraços e sucesso.

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    • Prezada Sra. Camargo:
      Caso o DVD em questão seja a versão em português do filme “Tiroler in Brasilien / Tirolesi in Brasile” (“Tiroleses no Brasil”), que divulgamos aqui no Blog, a previsão é que seja lançado em 2016.
      Como o nome do documentário indica, não se trata de imigração italiana, mas de imigração tirolesa e, portanto, austríaca. Informaremos, com certeza, sobre o lançamento aqui em nosso blog.

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  2. Prezado Sr. Everton Altmayer,

    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo por este blog muito informativo. Na verdade, recebi o seu contato por intermédio de duas amigas residentes em Treze Tílias, que muito têm me auxiliado na minha pesquisa de doutorado sobre Treze Tílias. Estudo na Universidade Federal de Uberlândia, no Instituto de História. Mas, estudei muitos anos em Viena e possuo laços afetivos com a Áustria, daí o meu interesse pela colônia austríaca aqui no Brasil. Tomo a liberdade para lhe pedir o seu e-mail para que eu possa entrar em contato, se for possível. Caso prefira, o senhor pode responder por e-mail, o qual já deve estar registrado aqui pelo comentário.
    Agradeço muito pela sua atenção, Att. Fabiana

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  3. Muito interessante o Blog!

    Meu nome é Rafaela, sou de Valinhos, SP. Meu trisavô Beniamino, vindo do Tirol, era alfabetizado, falava alemão e italiano. Eu tive a sorte de aprender alemão e um pouco de italiano, mas as gerações anteriores à minha perderam muitos dos seus costumes no Brasil. Sempre pensamos que éramos italianos, mas a cidadania foi negada pela Itália pois a região pertencia à Áustria.

    Gostaria de deixar meu email para compartilhar e entender mais sobre o tema da imigração austríaca.

    Obrigada,
    Rafaela.

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    • Prezada Sra. Gasperi:
      Obrigado pelo comentário. Hoje, a Áustria é um país cuja maioria da população fala o alemão. No tempo em que seu trisavô Beniamino chegou ao Brasil, a Áustria possuía 12 idiomas oficiais. Entre os ”italianos da Áustria”, estavam os sul-tiroleses da região de Trento e Rovereto. Recomendamos, para leitura, as três partes do texto “Mi son Tiroles”, publicadas neste Blog.
      Att.
      Everton Altmayer

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  4. Everton.
    Como descendente de Trentinos, aprecio muito as matérias que você e o Misael publicam.
    Aliás, como tenho Dalbosco na minha genealogia, gostaria de poder estabelecer contato com o Misael, do qual gostaria de saber o email.
    Outra. Vejo que a Rafaela Gasperi, de Valinhos, também demonstrou interesse sobre os Trentinos.
    Em relação aos Gasperi, quer me parecer que seria De Gasperi ou Degasperi, que é o sobrenome da minha mãe.
    Aliás, este sobrenome é bastante comum aqui do Rio Grande do Sul e Brasil afora, já que estas famílias tinham a tradição de grandes proles.
    Tenho um site de genealogia, onde aparecem os Degasperi, inclusive o vinculo parentesco com Alcide Degasperi, que era primo do meu bisavô e que todos nós sabemos o quanto ele representou para os Tiroleses, a ponto de ser odiado pelos italianos.
    Como sou pesquisador genealógico a mais de 40 anos, um detalhe é marcante: nas famílias que têm parentesco: o primeiro nome de uma pessoa se repete em infindáveis grupos familiares.
    Registro isto, porque a Rafaela fala no nome Benimiano Gasperi. Pois um irmão do meu avô, que residiu e morreu onde hoje é o município de Pouso Novo,RS, se chamava Benimiano Degasperi.
    Talvez isto interesse à Rafaela, da qual eu também gostaria de estabelecer contato por email.
    Meu nome é Deoclides Jacinto Pedó. O email é deoclides@dpedo.com.br e o celular é 51 99958075. Sou da cidade de Lajeado,RS.

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  5. Boa tarde

    Meu nome Alexandre C. , moro no interior do estado de São Paulo, minha família são descendentes do Império Austro-Húngaro, meu Bisavô nasceu em 1883 na cidade de Villesse – Goriza – Itália.
    Atualmente não há o direito a cidadania Italiana, sessado esse direito em 2010, mas lendo os comentários acima, chego a conclusão que sou descendente austríaco, analisando datas e região, ou estou errado.
    Diante disso, eu teria o direito a cidadania austríaca?
    Triste isso… somos descendentes de um povo que nasceu em uma região, em um período, tinham pátria, a defendeu, mas não tiveram com deixar passar o direito a cidadania para seus descendentes. Triste !!! Uma historia linda!

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  6. Estou realizando uma pequena palestra sobre a a fundação / colonização da cidade Treze Tílias e gostaria de saber :
    1) Como foi a aquisição das terras em Santa Catarina? Foi doação do governo brasileiro ou as terras foram compradas pelo Império Austríaco?
    2) Em que ano os primeiros colonos de Treze Tílias chegaram ao Brasil?
    3) Os primeiros colonos chegaram ao Brasil a partir de qual Porto?
    4) Qual o nome do primeiro navio que trouxe os primeiros imigrantes?

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  7. Prezado Ivan:
    Obrigado por entrar em contato. Seguem as respostas:

    1) Treze Tílias foi fundada por iniciativa do então ministro da agricultura da Áustria na década de 1930, Andreas Thaler, que havia demonstrado, em 1931, intenções de iniciar um programa de emigração para a América do Sul. Talentoso agricultor em sua terra natal (Widlschönau – Tirol setentrional), foi presidente da Liga Tirolesa dos Aricultores (Tiroler Bauernbund) e chegou ao ministério da agricultura austríaco em 1926, permanecendo no cargo até 1929. Foi senador até 1934 e, de 1930 a 1931, novamente ministro da agricultura.
    Thaler conhecia muito bem a situação difícil da Áustria de então (outrora um grandioso império reduzido a uma pequena república) e previu uma guerra europeia muito pior do que aquela entre 1914-1918. Por conta disso, acreditava que uma solução plausível seria a imigração. Os motivos principais para a emigração eram a crise econômica que assolava a Áustria, a falta de perspectivas de trabalho para a juventude austríaca e a falta de espaço para muitos agricultores. Desde o final do Império Austríaco, em 1918, cerca de 60.000 austríacos emigraram por conta da forte crise que se seguiu. A princípio, Thaler pensou em estabelecer sua nova colônia no Paraguai e chegou a circular pelo país, bem como pla Argentina e Sul do Brasil, que acabou escolhendo para estabelecer a colônia.
    Andreas Thaler fundou a Sociedade de Colonização no Exterior Ltda em 1933, com sede em Viena. A Sociedade adquiriu terras com ajuda dos governos brasileiro e austríaco, de modo que os colonos pagassem (em dinheiro e com trabalho) pelas terras em que se estabeleceriam.

    2) O primeiro grupo chegou ao Brasil em 1933 e seguiram-se outros grupos de imigrantes até 1938. A colônia foi batizada com o nome Dreizehnlinden (“Treze Tílias” em português).

    3) O navio “Principessa Maria” que trouxe o grupo pioneiro (85 pessoas do Tirol e Vorarlberg) saiu de Gênova, em 1933, e fez uma primeira parada no porto do Rio de Janeiro (onde os imigrantes permaneceram por oito dias) e, dali, seguiram para São Francisco do Sul/SC a bordo do barco “Baependi”. De trem, seguiram para Barra do Rio São Bento (atual Ibicaré/SC) e, dali, subiram a pé e com carroças até o local da colônia.

    4) Como afirmado, o primeiro navio foi o “Principessa Maria” (“Princesa Maria”), de bandeira italiana, saído do porto de Gênova. Os demais transportes sairiam dos portos de Gênova e Trieste e um deles, de Hamburgo, na Alemanha.

    Att.
    Everton Altmayer

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