Imigração austríaca no Brasil

Prof. Dr. Everton Altmayer

brasil-austria

Um dos principais objetivos do Blog Tiroleses no Brasil – talvez o mais relevante de todos – é o compromisso com fatos históricos no que se refere à imigração de tiroleses no Brasil. Neste texto introdutório, pretendemos passar uma noção básica sobre a imigração austríaca no Brasil.

Selo Sociedade Austro-húngara no BrasilVerdade histórica é aquela feita a partir de fatos históricos: documentos e, por vezes, depoimentos de quem vivenciou fatos. Nesse sentido, o intuito principal deste texto é tratar da imigração austríaca e de seus aspectos culturais, valorizando a identidade dos imigrantes e, na medida do possível, confrontando a realidade documentada dos imigrantes com aquela (por vezes) reelaborada pelos descendentes. Como temos demonstrado em nossos textos, a imigração austríaca no Brasil (que ultrapassa o número de 64.500 imigrantes) é ainda muito pouco discutida se comparada a outras imigrações – como a alemã ou a italiana. Sua contribuição é muito relevante para a história do Brasil e para a sociedade brasileira, mas, não poucas vezes, ela é simplesmente desconsiderada por alguns pesquisadores ou – pior – renegada.

 

A chegada da arquiduquesa austríaca (e primeira imperatriz do Brasil) Leopoldina de Habsburgo foi extremamente importante para o processo migratório de europeus para o nosso país. De 1824 até 1938, quase 70 mil imigrantes austríacos entraram no Brasil.

 

Os imigrantes chegados até 1918 eram de diversas regiões do Império Austríaco, unido ao Reino da Hungria, eram de diferentes etnias, falavam diversas línguas e professavam diferentes religiões. Mas eram de nacionalidade e identidade austríacas, porque “ser austríaco” não significava somente “ser de etnia alemã” ou “falar alemão”. A Áustria era um mosaico rico de povos e culturas. E a nacionalidade austríaca dos imigrantes se comprova não apenas com dados presentes em seus passaportes, mas na cultura que eles manifestavam em fatos de seu cotidiano, registrados muitas vezes por jornais da época ou ainda presentes na memória dos descendentes.

 

Por isso, a necessidade de um compromisso com a verdade histórica, para que sejam feitas pesquisas honestas sobre a imigração austríaca para o Brasil. Os imigrantes do Império Austríaco falavam os idiomas alemão, italiano, esloveno, checo, eslovaco, polonês, ucraniano e croata e vieram das seguintes regiões:

 

 

Austria-Hungria

Territórios da Áustria e da Hungria até 1918.

 

Temos visto que algumas “pesquisas” simplesmente omitem essa realidade histórica, social e cultural, enquadrando os imigrantes da Áustria em outros contextos migratórios. Vemos, por exemplo, que imigrantes tiroleses da região trentina (austríacos de língua italiana) aparecem como “imigrantes italianos”, aqueles da Boêmia (austríacos de língua alemã) são indicados como “imigrantes alemães” e os da Galícia (austríacos de língua polonesa) se tornam “imigrantes poloneses”. Do ponto de vista étnico, não seria um equívoco total (haja vista a complexidade do contexto), mas omitir a nacionalidade dos imigrantes é, no mínimo, um descuido grosseiro.

 

Tal constatação não é de hoje. Em um documento datado de primeiro de março de 1904, o cônsul austríaco em São Paulo se lamentava da seguinte maneira:

 

“Aproveito esta ocasião para chamar a atenção de V. Excia. sobre um aspecto que, em meu modo de ver, é uma falta capaz de dar ao processo de imigração uma aparência muito contraditória à realidade. Refiro-me aos casos, por mim observado tantas vezes, nos quais súditos austríacos conhecedores da língua alemã ou italiana aparecem nas estatísticas como súditos alemães [do Império Alemão] e italianos [do Reino da Itália]”.

 

Atualmente, a Áustria é uma democracia representativa parlamentar composta por nove estados federais: Viena (Wien – com a capital austríaca) Alta Áustria (Oberösterreich) Baixa Áustria (Niederösterreich) Burgenland Caríntia (Kärnten) Estíria (Steiermark) Salzburgo (Salzburg) Tirol (corresponde à porção norte da região histórica do Tirol) e Vorarlberg.

 

 

austria hoje

A atual República da Áustria.

 

 

“Mas quais são os motivos pelos quais os emigrantes do Império Austro-Húngaro geralmente não são mencionados nas publicações sobre as migrações, embora esse império contasse entre as nações européias nas quais a emigração, entre 1880 e 1918, se transformou num ‘movimento de massas’? O que significava ‘Áustria’, antes de 1918, em termos de território e cultura? O Império Austro-Húngaro era multiétnico e multicultural. Essa heterogeneidade não significava uma “vizinhança” entre culturas nacionais; as fronteiras étnicas não correspondiam exatamente às linguísticas e às territoriais. Elas estavam entrelaçadas entre si, interpenetravam-se umas com as outras – mormente nos centros urbanos”.

(Prutsch, 2011: 5)

 

Linguas imperio

Línguas do Império Austro-Húngaro.

 

Austríacos de língua italiana:

 

Rio_dos_Cedros_14

Em Rio dos Cedros/SC

A população italiana no Império Austríaco era significativa e habitava parte da área alpina e do Litoral Austríaco, onde convivia com demais austríacos de língua alemã e eslava (eslovenos e croatas).

Vários são os documentos e depoimentos que demonstram a identidade austríaca dos imigrantes de língua italiana do Tirol, ou da região de Gorícia e Trieste.

Sem dúvida, os austríacos de língua italiana constituem o maior grupo de imigrantes austríacos estabelecidos no Brasil, cujo número de descendentes é bastante expressivo, principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, vivem milhares de descendentes de imigrantes austríacos de língua italiana, em sua maioria tiroleses da região trentina (Tirol Italiano).

 

Trentino Austria

Santinho de falecimento de imigrante tirolês.

 

Um documento significativo sobre a identidade dos imigrantes austríacos de língua italiana é um poema escrito no ano de 1903 para homenagear a visita do cônsul austríaco às comunidades de Rio dos Cedros e Tiroleses (atualmente em Timbó), no estado de Santa Catarina:

 

Eccelenza, Console austriaco,

Carlo Bertoni!

 

Noi siam nati in strani lidi

Dagli Austriaci genitor

E sapiam che noi siam figli

D’una Patria e d’un Signor,

 

Ce lo dicon babbo e mamma

Che il destin qui li riduce,

Nostra Patria è giù lontana

E’ lontana, è nel Tirol

 

La son nati gli avi nostri

Là sepolti negli avel,

Nel Tirolo son rimasti

Ancor vivi genitor

 

Quando entriamo nella scuola

Per la grazia del Signor

Figli attenti alla parola

Dice il Padre dell’amor.

 

Di Europa in continente

Nel suo seno l’Austria stà

Amplo è il regno e colta gente

Ricco il suolo d’ammenità.

 

L’Austria abbonda di miniero

Di granaglie, frutta e fior,

L’Austria Impero, è un bel paese

Dove pace regna onor.

 

Città grande in piano colle

S’erge Viena d’Austria Impero

Viena antica è capitale

Dell’antico e vasto regno.

 

E noi tutti ti preghiamo

Ò Eccelenza qui venuto,

Ci annunzierai un pio saluto

A Sua Maestà, l’Imperator.

Excelência, Cônsul austríaco,

Carlo Bertoni!

 

Nascemos em terras estrangeiras

De genitores Austríacos

E sabemos que somos filhos

De uma Pátria e de um Senhor.

 

Isso nos dizem papai e mamãe

Que o destino para cá os trouxe,

Nossa Pátria está longe,

está longe, é no Tirol.

 

Lá nasceram nossos antepassados

Lá estão sepultados na terra,

No Tirol permaneceram

Ainda vivos os pais.

 

Quando entramos na escola

Pela graça do Senhor

Filhos atentos à palavra

Diz-nos o Pai do amor.

 

No continente da Europa

No seu centro a Áustria está

Amplo o reino e culta a gente

Rico o solo de variedades.

 

A Áustria abunda de minério

De grãos, frutos e flores,

A Áustria Império é um belo país

Onde reina eterna paz.

 

Cidade grande em plaina colina

Ergue-se Viena da Áustria Império

Viena antiga é capital

Do antigo e vasto reino.

 

E nós todos te pedimos,

É Excelência aqui vindo

Anunciarás uma carinhosa saudação

A Sua Majestade, o Imperador.

 

Lega Austriaco Brasiliana di Rodeio SC

Dos austríacos de língua italiana provenientes do Tirol, uma parte seguiu para as fazendas de café da então província de São Paulo, ao passo que outros seguiram para as áreas coloniais do Sul. Em Santa Catarina, os tiroleses se instalaram na Colônia Blumenau, no Vale do Itajaí, onde fundaram, em 1875, Rodeio e Rio dos Cedros (à qual se juntava a comunidade de Tiroleses, hoje em Timbó) e na Colônia Príncipe Dom Pedro (região de Brusque), onde fundaram, em 1875, Nova Trento e a pequena comunidade de Lageado, em Guabiruba. Em 1909, fundava-se na comunidade de Rodeio (então município de Blumenau) a Liga Austro-Brasileira.

No Paraná, a única comunidade fundada por austríacos de língua italiana é Santa Maria do Novo Tirol, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Iniciada em 1878, a colônia também recebeu imigrantes italianos e prosperou até o início do século XX, quando o êxodo rural diminuiu drasticamente o número de moradores.

 

Santa Maria do Novo Tyrol - Placa imigração

Placa sobre a procedência dos imigrantes da Colônia Novo Tirol.

 

Na Serra Gaúcha, os imigrantes austríacos se instalaram principalmente a partir de 1875 nas colônias Conde D’Eu, Dona Isabel e Caxias, região das atuais cidades de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Garibaldi e Flores da Cunha (outrora chamada Nova Trento).

 

Site Serra Gaúcha

Site da Serra Gaúcha, indicando a presença de austríacos.

 

Fundada entre 1892 e 1893, a Colônia Tirolesa de Piracicaba, no estado de São Paulo, é formada pelos bairros Santana e Santa Olímpia. Ambas as comunidades sempre demonstraram forte apego à identidade dos imigrantes austríacos que se estabeleceram no interior paulista.

Em 1977, a comunidade de Santana organizou uma grande festa para recordar o centenário da chegada da família Vitti ao Brasil, na qual foi convidado o cônsul da Áustria em São Paulo, bem como autoridades locais. Também a comunidade de Santa Olímpia recordou o centenário da fundação do bairro com as bandeiras do Brasil e da Áustria.

 

Santana 1979 2

1979. Grupos folclóricos de Santana e Santa Olímpia (Piracicaba/SP) com a bandeira da Áustria.

 

santa olimpia 1992

Festa do centenário em Santa Olímpia (Piracicaba/SP). Bandeiras do Brasil e da Áustria.

 

igreja dos frades piracicabaEm 1893, iniciava-se em Piracicaba a construção da igreja dos frades capuchinhos (franciscanos). Dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, o templo religioso é conhecido como “Igreja dos Frades” e sua história está intimamente ligada à imigração austríaca no Brasil. O projeto ficou a encargo do arquiteto S. Madein, natural do Tirol, e a festa de inauguração contou, inclusive, com a presença do cônsul da Áustria. Um dos momentos memoráveis da festa de inauguração foi a execução do hino imperial austríaco pelos imigrantes tiroleses que transformaram o evento em uma típica “festa tirolesa”, com cantos de sua terra de origem.

Franz Joseph - Ferencz Juzsef

O retrato do imperador austríaco Francisco José estava presente nas casas de vários imigrantes tiroleses. Alguns mascates que circulavam pelas colônias europeias vendiam retratos dos monarcas europeus.

 

Uma publicação relevante da comunidade austríaca no Brasil (principalmente dos austríacos de língua italiana) era o jornal Il Trentino, editado e publicado em Porto Alegre/RS a partir de 1915. O jornal publicava textos em italiano, português e alemão e foi publicado até 1917, quando seu nome é mudado para Áustria Nova, mas não chegou a durar por muitos anos.

 

Jornal Il trentino tiratura

Detalhe da tiragem do jornal austro-brasileiro Il Trentino (1917).

 

 

Austríacos de língua alemã:

 

Assim como entre os imigrantes tiroleses e triestinos, vários documentos e depoimentos demonstram a identidade austríaca dos imigrantes de língua alemã saídos das regiões que compõem os atuais nove estados da República Austríaca, assim como do Tirol Meridional, da Boêmia (atual República Checa), de Trieste, da região da Carníola (atual Eslovênia) e da Bucovina (atualmente entre a Romênia e a Ucrânia).

 

Santa LeopoldinaEmbora a presença de imigrantes austríacos de língua alemã seja registrada desde 1824, a primeira colônia austríaca do Brasil é a pequena Colônia Tirol (Dorf Tirol), fundada em 1859 por tiroleses de língua alemã no território da antiga colônia imperial de Santa Leopoldina, atualmente no homônimo município capixaba. Aos austríacos, juntaram-se imigrantes alemães, suíços, luxemburgueses e holandeses. Todavia, na comunidade tirolesa, a memória da imigração austríaca ainda é viva entre os descendentes de tiroleses.

 

Colonia Tirol S. Leopoldina ES

Colônia Tirol em Santa Leopoldina/ES.

 

O jesuíta Teodoro Amstad registrou a comunidade de Novo Tirol no vale do Rio Caí, atualmente no município gaúcho de Nova Petrópolis. Fundada muito provavelmente entre 1873-74 por tiroleses de língua alemã (ou bilíngues) vindos do Tirol Meridional, a comunidade se inseriu na realidade da maioria dos imigrantes alemães. O acesso até Linha Temerária é feito através da Rua Tirol.

 

A identidade austríaca dos imigrantes boêmios se faz notar no nome da Colônia Nova Áustria (Neu Österreich), fundada em 1873 na região de Paverama, no Rio Grande do Sul.

 

 

No Brasil, os imigrantes da Boêmia mantinham algumas sociedades recreativas austríacas. Havia, por exemplo, a Sociedade Austro-Húngara de Jaguari, no Rio Grande do Sul, fundada no final do século XIX por imigrantes da Boêmia.

 

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Imigrantes boêmios, membros da Sociedade Austro-Húngara de Jaguari/RS. Na foto, vemos o retrato do imperador Francisco José de Habsburgo, a bandeira imperial (com as cores amarela e preta) e um livro que provavelmente é o estatuto da entidade.

 

Em 1893, cerca de 50 famílias de imigrantes austríacos de língua alemã se instalaram na Linha 6 Leste, em Ijuí, no Rio Grande do Sul. Boa parte desses imigrantes era originária da Boêmia.

 

Austriacos Ijuí

Comunidade austríaca de Ijuí/RS.

 

Centro Cultural Austríaco Ijuí

Centro Cultural Austríaco de Ijuí/SC.

 

Imigrantes da Boêmia também se estabeleceram na cidade catarinense de São Bento do Sul e ali fundaram, entre 1895 e 1898, a Sociedade Auxiliadora Austro-Húngara. O principal motivo da criação de uma sociedade austríaca naquela cidade era o clima de disputa com os colonos alemães, uma vez que estes haviam fundado, em 1895, uma sociedade de atiradores com membros das guerras de 1864-1866, na qual os prussianos combateram contra os austríacos.

 

sociedade austro-hungara

Imigrantes da Boêmia, membros da Sociedade Austro-Húngara de São Bento do Sul/SC, com o retrato do imperador Francisco José de Habsburgo. Não foi possível identificar a bandeira.

 

Na região austríaca da Bucovina, a população era composta principalmente por romenos, ucranianos e alemães. Estes últimos, eram, na realidade, descendentes de colonos saídos da Boêmia no início do século XIX para povoarem os confins do império. Bucovinos de língua alemã imigraram para o Brasil entre 1877 e 1878 e se estabeleceram principalmente nas cidades de Rio Negro e Lapa (Colônias Johannesdorf/São João e Marienthal), no Paraná, Mafra (Colônia Imbuial) e Itaiópolis (Colônia Lucena), em Santa Catarina. Um pequeno grupo de bucovinos saiu de Rio Negro e se estabeleceu na região catarinense de Canoinhas.

 

Bucovinos 1887 1937 Rio Negro

Cartaz do cinquentenário da imigração austríaca em Rio Negro/PR.

 

No Brasil, os imigrantes bucovinos que se estabeleceram em Rio Negro receberam assistência do cônsul austríaco Dr. Okeki. Em 1898, por ocasião do cinquentenário do reinado do imperador Francisco José de Habsburgo, cada imigrante que servira o exército austríaco na Bucovina recebeu do consulado uma medalha de ouro e um retrato do imperador. Quando a construção da igreja matriz de Rio Negro foi concluída, Francisco José enviou uma soma em dinheiro para os colonos bucovinos.

 

Franz Joseph von Habsburg

O retrato do imperador austríaco recebido pelos imigrantes da Bucovina esteve presente em várias casas de Rio Negro/PR.

 

A identidade austríaca está muito presente no cotidiano da cidade catarinense de Treze Tílias, a mais nova colônia de imigrantes austríacos no Brasil, fundada em 1933 por Andreas Thaler, ex-ministro da agricultura da Áustria.

Thaler Andeas

Thaler planejou uma imigração prevendo que, após a Primeira Guerra, com o fim do Império Austríaco e as disputas étnicas e políticas causadas pelas mudanças nas fronteiras nacionais, muito provavelmente um outro conflito ainda mais sangrento devastaria a Europa. Thaler circulou pela América do Sul antes de escolher o lugar onde estabeleceria a nova colônia, procurando se informar sobre a qualidade de água e do solo, bem como sobre as taxas de mortalidade infantil das áreas que visitou. O local escolhido foi o meio oeste catarinense, para onde liderou uma imigração organizada e composta por pessoas com as mais diversas profissões. A imigração foi feita em parceria com os governos austríaco e brasileiro, de modo que a estrutura da colônia era bastante avançada já nos primeiros anos, o que não impediu diversas dificuldades, sobretudo após a morte precoce de seu líder, ocorrida acidentalmente durante uma enchente.

 

Josef Grander 1955 Fähnrich

Treze Tílias (1955). O imigrante Josef Grander, usando um traje típico tirolês e com a bandeira austríaca figurando a águia bicéfala, símbolo imperial. Uma comitiva da colônia Dreizehnlinden se fez presente no Congresso Eucarístico realizado no Rio de Janeiro.

 

Inicialmente, Thaler pensou em batizar a colônia austríaca com o nome Neu Tirol (“Novo Tirol”), mas soube que já havia outras comunidades no Brasil chamadas “Tirol” (como Dorf Tirol no Espírito Santo, Linha Tirol no Rio Grande do Sul e Santa Maria do Novo Tirol no Paraná). Chegando ao Brasil, seu filho Andrä lhe presenteou com um livro comprado no Rio de Janeiro, uma obra épica do escritor alemão Friedrich Wilhelm Weber chamada Die Dreizehnlinden (“As treze tílias”). Após a leitura feita durante o trajeto até Santa Catarina, Andreas Thaler se inspirou no conteúdo da obra e decidiu chamar a nova colônia austríaca com o nome Dreizehnlinden. Durante a Segunda Guerra, com a repressão do governo brasileiro, a comunidade foi rebatizada com o nome Papuan (de um rio local) e, posteriormente, com a tradução do nome original da colônia: Treze Tílias.

 

 

Em 1921, um pequeno grupo de imigrantes da região de Vorarlberg se estabeleceu na cidade paulista de Itararé, onde fundaram a Colônia Áustria, na área conhecida como Bairro da Seda.

 

Austriacos Itarare

1933. AVisita do cônsul austríaco, Theodor Putz (ao centro, de chapéu) à Colônia Áustria, em Itararé/SP.

 

Após a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), com o fim do Império Austro-Húngaro, um número considerável de austríacos emigrou para o Brasil, estabelecendo-se (às vezes juntamente com imigrantes alemães) nas regiões Sudeste e Sul. Também suábios do Danúbio (Donauschwaben), que habitavam a região do Banato, pertencente ao Reino da Hungria, formaram uma próspera comunidade em Entre Rios, no Paraná.

 

Imigrantes austríacos de língua polonesa e ucraniana

 

Boa parte dos imigrantes de língua polonesa no Paraná era de nacionalidade austríaca. Havia, também, austríacos de língua ucraniana que, assim como os poloneses, entraram no Brasil com documentação do Império Austríaco.

 

Passaporte polones Imperio Austriaco

Passaporte de imigrante austríaco da Galícia.

 

Entre 1895 e 1897, entraram no Brasil aproximadamente 20 mil austríacos de língua ucraniana, todos originários da região austríaca da Galícia.  Em meados de 1890, a população na região era de 4 milhões e 300 mil habitantes. Uma população multiétnica, que falava vários idiomas e professava diferentes religiões: 65% eram ucranianos, 15% eram poloneses, 12% judeus asquenazitas (falantes do alemão ídiche) e 8% alemães. Havia católicos romanos, católicos de rito bizantino, católicos ortodoxos, protestantes (luteranos) e judeus. Estima-se que, até 1918, cerca de 45 mil imigrantes ucranianos de nacionalidade austríaca e russa entraram no Brasil.

Ucranianos Imigrantes

Imigrantes de língua ucraniana durante cerimônia religiosa bizantina.

 

O Brasil também recebeu milhares de imigrantes prussianos de língua polonesa, saídos da Silésia alemã, bem como ucranianos de nacionalidade russa. O Reino da Polônia (já aliado do Império Austríaco contra a invasão otomana no século XVI) findou em meados de 1700 e seu território foi dividido entre as potências monárquicas da época: o Império Austríaco, o Reino da Prússia e o Império Russo. Durante a Primeira Guerra Mundial, muitos foram os soldados poloneses do exército austríaco, inclusive o pai do Papa João Paulo II, que batizou seu filho com o nome de Karol em homenagem ao último imperador austríaco, o beato Carlos de Habsburgo (em alemão, Karl von Habsburg; em italiano, Carlo d’Asburgo; em polonês, Karol Habsburg).

 

Kaiser Karl

Carlos de Habsburgo, último imperador da Áustria-Hungria.

 

 

Austríacos de língua eslovena e croatas

A região da Carníola esteve unida à Áustria desde a Idade Média até o final da Primeira Guerra Mundial. A região croata esteve unida ao domínio dos Habsburgo de 1526 a 1918, mas seu território fazia parte do Reino da Hungria.

 

Passaporte croata Imperio Austro Hungaro

Passaporte austro-húngaro em língua croata.

 

Austríacos, portanto?

Acreditamos que seja necessário – e uma questão de justiça histórica – conhecer melhor a realidade da imigração austríaca no Brasil, haja vista que muitas pesquisas simplesmente omitem fatos essenciais como a nacionalidade (ou a identidade nacional) de imigrantes vindos de certas regiões do antigo Império Austríaco, classificando-os simplesmente com base no idioma que falavam. Tal “reducionismo” empobrece as pesquisas, causa confusões (por vezes inúteis) e não dá o devido valor à contribuição social e cultural da imigração austríaca no Brasil.

A realidade do Império Austro-Húngaro era complexa porque não se tratava de um território composto por uma só etnia. Não se falava um idioma apenas, pois cada povo tinha direito ao uso de seu idioma e à profissão de sua crença.

 

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Cédula monetária de 20 coroas. Embaixo, vemos o valor indicado nas várias línguas do Império Austro-Húngaro.

 

Com muito trabalho, os imigrantes austríacos transferiram para nosso país seu saber, sua cultura musical, arquitetônica e artística, bem como sua culinária e sua mentalidade. Eles merecem o mesmo reconhecimento e respeito dado aos demais imigrantes que fizeram do Brasil sua nova pátria.

 


Bibliografia consultada:

Celestino, Ayrton Gonçalves. Os bucovinos do Brasil e a história de Rio Negro. Curitiba: Torre de papel, 2002.

Dreier, Werner. Colônia Áustria, Bairro da Seda – Vorarlberger Auswanderer nach Brasilien. Bregenz: VAG, 1996.

Prutsch, Ursula. A imigração de austríacos para o Brasil. (libreto informativo) Brasília, Embaixada da Áustria para o Brasil, 2011.

 

Sites consultados:

http://migrepolones.blogspot.com.br

https://saobentonopassado.wordpress.com

http://ijuisuahistoriaesuagente.blogspot.com.br

http://www2.vol.at/vlbgbrazil

https://sorotiuk.wordpress.com/comunidade-ucraniana

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86 comentários sobre “Imigração austríaca no Brasil

  1. Bom dia
    Meu Tataravô e esposa natural de Vilesse, Gorizia, Italia, chegaram ao Brasil em 31-12-1890 com seus filhos, um deles meu bisavô, que na época tinha 08 anos. A região fazia parte do Império Austro-Hungaro.
    Pergunto:
    EU, como descendente, não tenho direito a nenhuma nacionalidade, Austríaca, Hungara e Italiana? Me sinto um sem Pátria pelo meus antepassados.

    Obs. Muito bom os textos sobre a história do Povo Tirolês, é por aqui que estou conhecendo muito da história de meus familiares.

    Att,
    Alexandre Camargo
    alcambrasil@hotmail.com

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    • Prezado Alexandre,

      a resposta curta e direta: não, você não tem.

      Não tem direito à nacionalidade austríaca, pois a atual República da Áustria não reconhece a dupla cidadania a descendentes de austríacos do antigo Império (até mesmo por motivos ligados ao Tratado de Saint-Germain, pós-Primeira Guerra).

      Obter cidadania húngara não faria sentido, uma vez que, embora se convencione chamar a antiga pátria dos nossos ancestrais de Império Austro-Húngaro, o Império Austríaco e o Reino da Hungria eram praticamente países separados que compartilhavam o monarca (Imperador da Áustria e Rei da Hungria), o exército e pouco mais. Assim, seus antepassados eram cidadãos austríacos, mas não húngaros, de forma que não faria sentido você obtê-la.

      Quanto à cidadania italiana, no ano 2000, a Itália passou uma lei possibilitando aos descendentes de emigrantes de regiões que passaram para a Itália após a Primeira Guerra (por exemplo, a parte sul do Tirol, além de Trieste e Gorizia) solicitar a dupla-cidadania italiana. No entanto, essa lei tinha um prazo para que esse pedido fosse feito, e esse prazo se esgotou em 2010. Não há previsão de que esse procedimento seja reaberto.

      Em suma, você não tem direito nem à cidadania austríaca, nem húngara, nem italiana. No entanto, você não é um “sem-pátria” pois possui a cidadania brasileira, da pátria que seus antepassados escolheram para chamar de sua.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Bom dia.
    Meus bisavô FRANZ WANDER, nasceu em 23-06-1822, pelos relatos na região de Henersdorf Gablons, Osterreich e vieram para o Brasil em 1873, se estabelecendo no sétimo distrito de cachoeira do Sul, Gostaria de adquirir mais dados dos meus antepassados e saber onde ficam os registros de entrada no pais, daqueles que vieram para o RS?
    Esta região do nascimento do meu bisavô pertence realmente a Áustria, Sei que falavam e escreviam alemão perfeitamente ate a geração de meus pais.
    Agradeço muito a atenção de vocês.

    att,
    Simone Wander

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  3. Bom dia.
    A família do meu marido, por parte da mãe, são descentes dos Altenburg da Áustria. Uma parte que saiu da Áustria, foram pra Alemanha e chegaram ao Sul do Brasil. Você saberia me indicar um blog ou site onde posso encontrar possíveis descendentes dessa família?
    Obrigada.
    Gleise Kochem

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  4. BOA TARDE,A FAMILIA DE MEU PAI E PUCH,CONSEQUENTEMENTE MEU BISAVÔ VEIO DA AUSTRIA PARA O BRASIL ENTRE OS ANOS DE 1900 A 1909.FALVA LINGUA ALEMÃ E VEWIO DE VIENA NA AUSTRIA. GOSTARIA DE SABER ALGUEM PARA CONTATO.OBRIGDA.
    MARIA ANTONIA PUCH

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  5. Muito agradecido por todas as informações, estou com 45 anos, gostaria muito de saber a história dos meus antepassados, comecei buscando as certidões de óbitos, meu bisavô veio da região de Trento com 10 anos em 1875 fiquei muito emocionado, estou indo a passeio para Itália e gostaria de visitar a região onde nasceu a minha origem só não sei onde buscar pode me ajudar??? Meu tataravô é Domingos Loss e meu bisavô Alexandre Loss,

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    • Prezado Sr. Loss:
      O vale de origem da família Loss é o Primiero (em alemão, Primör). Para o Brasil veio um número considerável de tiroleses com o sobrenome Loss e eram desse belíssimo vale.
      Att.

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  6. Leandro, meu nome é -Cristina, meu sobrenome de solteira é Chemin- Cemin-,minha bisavó paterna era maria fortunata Loss, filha de Giuseppe e Domenica Loss.Eram da Provincia de Trento, comunidade de Canal de San Bovo.Tenho uma cópia do registro de nascimento da bisa, e do casamento, se tiver interesse posso mandar pra você.Uso email do marido. ediloureiro@brturbo.com.br

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    • Prezada Sra. Maria C. Chemin de Andrade:
      Na cópia do registro de nascimento consta “província de Trento”, mas no documento original constará “Provincia di Tirolo” ou algo semelhante, pois à época da emigração, os que partiam não se identificavam como trentinos, mas como tiroleses. A “identidade trentina” é uma reconstrução que teve início no Brasil a partir de 1975, ou seja, um século após a chegada dos imigrantes tiroleses.
      Att.

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      • Marcio, desculpe a demora , só vi agora. eu nasci em Palmeira e moro em Curitiba. Meu pai nasceu na Rondinha era filho de João Baptista Cemin e Ursula Mores. ainda existe a casa onde moravam, hoje é uma chácara que pertence Ezil e seus filhos.. estou tentando fazer a árvore gen. um dia termino. Você é parente dos Chemin? Pode me achar no 3345-5637. elalouand@gmail.com Abraços Cris

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  7. Adorei ler esta matéria! Este Blog é muito enriquecedor, tanto para conhecer fatos dos imigrantes austríacos como também para informar-se sobre uma migracao que poucos desconhecem. Eu pessoalmente estive em Treze Tílias ano passado, e vi como a pequena cidade orugulha-se e esforca-se para levar a tradicao austríaca adiante. É fascinante o contexto de cultura e tradicao (ainda que um tema complexo!!).

    Parabéns pelo Blog mais uma vez!

    Sonnige Grüße aus Wien! 🙂

    Priscila R. D. Glaser

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  8. Gostaria de saber se fosse possivel informação da Família Caspori…Guilherme Caspori e Bertna Caspori q vieram p Rio Grande do Sul por Volta de 1920….seus descentes…. depois vieram para Piratuba e Ipira Santa Catarina ficando aqui Augusta Caspori….eles eram da região q falava alemão….não sei informar a região certa…

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    • Prezado Sr. Waldir do Prado:

      Sem saber de qual cidade eram os seus antepassados, fica difícil de saber se eram austríacos e, caso realmente o fossem, de qual província vieram. Muitas regiões que hoje estão na Itália eram austríacas e ali se falava tanto o italiano como o alemão (entre outras línguas e dialetos locais).

      Att.

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  9. nao tenho muito contato com meu pai por isso nao conheco muito sobre meus antepassados mas o sobrenome dele é FRIEDL somos gaúchos gostaria de saber se existe algum dado sobre essa familia tipo onde que que se estabeleceram assim que chegaram ao RS mas pelo que pesquisei a grande maioria dos que tem esse sobrenome vivem na região do tirol.

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    • Prezado Cassio:

      Para se ter certeza da origem de seu antepassado, será necessário buscar informações sobre a terra de origem dos imigrantes da família Friedl. Ainda que o nome seja difundido no Tirol, poderia ser de outra região de língua alemã na Europa.

      Att.

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  10. Olá prezados!! Sou bisneto do ministro Andreas, de uma porção da família hoje situada em Campo Grande – Mato Grosso do Sul. Estamos inclusive, juntamente com os demais Thaler’s de Treze Tílias, confeccionando uma árvore genealógica da família (posso compartilhar depois se for do interesse).
    Agora uma dúvida que sempre tive em relação à família, é em questão à heráldica. Sabe me dizer se há algum brasão da família ou algo do tipo? Já pesquisei mas não encontrei nada… Caso saiba, podemos nos comunicar por email… att, abraços, e parabéns pelo trabalho!!!

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  11. Olá, é bem difícil achar as origens austríacas. Estou tentando através dos cartórios, mas apesar de pedir certidões de inteiro teor, o avô do meu marido aparece como brasileiro vindo de Santa Catarina.Sendo que ele é austríaco, como consta de um microfilme muito danificado da antiga empresa Matarazzo aqui em São Paulo. Bem, gostaria de alguma orientação sobre o nome Schook, de listas de imigrantes que foram para Santa Catarina. Obrigada

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  12. Boa noite.

    O meus bisavós são Austríacos (Família/Sobrenome – LEGAT), que chegaram no Brasil em 1911 através do Porto de Santos. Entretanto pelos registro de chegada consta que a origem deles foi da cidade de FONSTAF – Áustria , nome no qual eu não consegui localizar atualmente na Áustria. Alguém sabe me informar se houve algum erro de grafia na escrita da cidade (registro de chegada no Brasil) ou se a cidade mudou de nome?

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    • Prezado Sr. Legat:
      Realmente há muitos erros de grafia no que se refere ao registro dos imigrantes. Infelizmente, não encontramos nenhum registro de Fonstaf. O ideal seria buscar nos documentos de parentes mais velhos.

      Att.

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  13. Boa noite !estive procurando os sobrenomes dos meus avos e minha bisavó e não o encontrei ,só sei q vieram da Áustria ,mas antes minha mãe diz q eles passaram pela Itália ,os nomes são Rose Kustyhak ,Adão Possavatz ,como teve erro na caligrafia ,eu não sei como se escreve kustiáca ,gostaria muito de saber mais sobre eles .

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  14. Boa Noite!
    Estou procurando registros sobre meus antepassados mas não sei muito, por isso vim aqui. Meu sobrenome é “Tirolez” e após uma pesquisa eu cheguei a conclusão de que talvez ele seja proveniente do sobrenome Tirol, que é originário justamente da região entre a Áustria e Alemanha. Gostaria de saber se esse sobrenome é realmente originário desta localidade, uma vez que não consigo achar registro algum de imigrantes com meu sobrenome.
    Obrigada pela atenção, aguardo a resposta ansiosamente.

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    • Prezada Sra. Tirolez:

      No Tirol, não consta nos registros o sobrenome “Tirolez”, escrito em português antigo (atualmente com -s). No entanto, é bastante peculiar a existência do sobrenome e talvez remeta à origem familiar.
      Apenas uma correção: o Tirol se localiza entre a Áustria e a Itália.

      Att.

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  15. Sr. Everton, parabéns pelo blog, muito esclarecedora a matéria sobre o assunto. Meu bisavô veio da região do Trentino Alto Ádige, mais precisamente de um “paese” chamado Bondo, menos de 100 km a sudoeste de Trento.. Tive a oportunidade de conhecer o lugar em 1990 quando encontrei pessoas da família Valenti. A época como não existia internet, Google e etc.minhas pesquisas foram todas “in loco”.
    Aos interessados em pesquisar seus antepassados, muito me ajudaram as Cúrias Metropolitanas de SP e a de Trento, onde pude encontrar informações valiosas. Hoje existem muito mais recursos e informações na internet, porém a igreja católica possui um grande acervo com registros de casamentos, batisados e etc. Há anos entrei com o pedido de cidadania junto ao consulado italiano com base na Lei 397/2000. Abcs

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    • Prezado Sr. Valenti:

      É sempre bom saber sobre as origens. Apenas uma correção: seu antepassado veio do Tirol.
      A denominação “Trentino-Alto Adige” foi imposta com um decreto fascista (ainda em vigor) datado de 1923 com o intuito único de apagar o secular passado austríaco daquela região. A região à qual Bondo pertence sempre foi chamada Tirol.

      Att.

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  16. Boa tarde. Estou surpreso por tanta informação e ao mesmo tempo triste pela minha ignorância até agora depois de ler esses fatos e ter conhecido um pouco da nossa historia. Sou descendente de italianos (parte de avô, Gargano) e austro-hungaros (parte da avó, Kovaes) mas sempre com muitas informação mais do lado italiano pela grande influencia paterna. Através do Memorial do Imigrante em São Paulo consegui a Certidão de Desembarque no Brasil da comitiva do meu bisavô austro-hungaro com chegada no porto de Santos em 04 de julho de 1.900. Posteriormente foram para o interior do estado trabalhar no cultivo do café. Meus avós se conheceram na região de Ribeirão Preto – SP e se casaram em 27 de setembro de 1.913.

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  17. Olá,

    Estou fazendo minha pesquisa genealógica. Cheguei no meu bisavô, Ladislau Mickus, e no registro de casamento dele (15 de novembro de 1903) diz que ele é natural da Áustria, nascido em 1880. O registro de casamento é no cartório de Campo Alegre/SC. Até encontrar esse registro jurava que ele era polonês, mas dada a explicação do seu artigo pude entender um pouco melhor os nuances da época.

    Muito obrigado por isso.

    Alguma dica de onde posso encontrar dados da imigração Ladislau Mickus do para o Brasil? foi entre 1880 e 1903. Ou alguma informação de Austriacos na região.. qualquer informação me ajudará muito na minha pesquisa genealógica.

    Obrigado.

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  18. Olá, fiquei bastante curioso sobre a questão de cidadania dos cidadãos da galícia austríaca. Meu bisavó deixou Beckersdorf na Galícia Austríaca em 1895 e veio para o Brasil, portanto nunca foi de outra cidadania naquela região. Gostaria de saber se a Áustria reconhece a cidadania de cidadãos da Galícia. Agradeceria imensamente a resposta.

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      • O meu caso é igual ao da Soraya, tentei a cidadania polonesa tbm e não consegui pelo mesmo motivo , ou seja não consegue nem pela Polonia nem pela Austria???

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      • Prezada Daniele,

        não. Devido aos fatos que se sucederam à Primeira Guerra Mundial, atualmente não é possível que um descendente de “velhos austríacos” (Altösterreicher), ou seja, dos cidadãos do antigo Império, consiga a cidadania austríaca. Ela só é reconhecida aos descendentes que emigraram da atual República da Áustria, que foi fundada em 1918.

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  19. Parabéns Everton pelo site e pela divulgacao da imigracao austríaca para o Brasil.

    Na documentacao do meu antepassado consta: Luiz Biagi nascido na Austria filho de: Bernardino Biagi. Saberia me dizer qual seria a provavel regiao da Familia Biagi. Eles foram trabalhar na Regiao de Ribeirao Preto nas fazendas de café.

    Grato!

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    • Prezado Rafael:

      Sem uma indicação da cidade natal, é muito difícil saber a origem exata do imigrante. Sugiro que procure entre os parentes mais velhos alguma informação sobre a cidade natal de seu antepassado.

      Att.

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  20. Olá. Belo trabalho. Procuro há alguns anos alguma informação sobre a família Pechinsdzski, cujos primeiros chegaram, provavelmente, em 1904. Alguns fixaram residência em Porto União. Sabe alguma informação… agradeço a ajuda.

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  21. Olá gostei bastante desta matéria. Os meus bisos FRANCZAK da GALICIA chegaram ao Brasil em 1909 e se estabeleceram na Região da Paulo Frontin-PR. Não possuimos nenhum documento deles, Onde poderia conseguir qualquer cópia que seja. Como fazer para obter cidadania.

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    • Prezada Sra. Laura:

      Não sabemos como proceder com a cidadania, pois a região da Galícia passou a integrar a Polônia. Talvez seja possível obter informações nas cidades de origem dos imigrantes.

      Att.

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  22. Olá, parabéns por não deixarem nossa história no silêncio! Sou bisneta de austríaco, mas não consigo localizar a Certidão de Batismo/Nascimento do meu bisavô. Ele nasceu em 1856 (não tenho dados de sua entrada no Brasil) e, quando de seu casamento em Descalvado/SP, se declara como sendo da: “…Freguesia de “Friumicelo”, Província de Garcia, Império d’Áustria” (tenho até a cópia do livro, que hoje está na Diocese de Limeira/SP). A grafia do sobrenome contém duas versões neste documento Regonato e Regonati, ficando conhecido depois do casamento como José Rigonato.

    Já minha bisa, Thereza Bodoy (tendo o sobrenome conhecido depois como “Budoia”), se declara como sendo “…baptizada em Bidnarer, Província de Trisso, Reino da Itália”. Quando do falecimento do meu bisavô em 1942 em Olímpia/SP, minha bisavó declara que ele nasceu em Gorizia/Itália.

    Vocês teriam alguma informação/sugestão, onde e como posso buscar essas certidões de batismo/nascimento?

    Muito obrigada!

    Andrea Helena Rigonato
    Americana / SP

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    • Prezada Sra. Andrea
      As duas províncias foram indicadas erroneamente nos documentos. No caso de seu bisavô, seria Freguesia de Fiumicello, Província de Gorícia (Görz, em alemão, Gorica em esloveno). Quando ele faleceu, em 1942, a região de Gorízia já havia sido anexada pelo Reino da Itália.

      No caso de sua bisavó, o nome “Bidnarer” fica difícil de identificar. Provavelmente a província de “Trisso” seja Treviso.

      Att.

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  23. Boa tarde.

    Estou em busca de informações sobre meu bisavô e trisavós. Tenho um documento (cópia) de recadastramento de estrangeiros do Estado de São Paulo, que diz que ele era natural de Trieste-Austria. Não consegui descobrir onde conseguir um original do mesmo.
    Já fiz buscas no Museu da Imigração de São Paulo no site Family Seach, ambos sem sucesso.
    O Sr. pode informar algum outro lugar onde buscar mais informações?

    Dados sobre meu bisavô:
    Luis Fator/Fattor/Factor
    Faleceu na cidade de Descalvado-SP
    Os pais dele também estão sepultados em Descalvado, o que me leva a deduzir que vieram de Trieste direto para Descalvado.

    Grato

    Dárcio Maldotti

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    • Prezado Sr. Maldotti
      Infelizmente não dispomos de um banco de dados dos imigrantes austríacos. Para conseguir um atestado que comprove o nascimento dele, talvez o melhor caminho seja conseguir documentação com descendentes mais velhos (avós, tios avós etc) e, caso saiba exatamente de onde ele era, pedir à diocese local para que envie uma cópia da certidão de nascimento.

      Att.

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  24. Estou fazendo uma pesquisa dos meus antepassados que são de origem austríaco s e italianos.Gostaria de saber se tens informações sobre s famílias Loss e Bagatini.Dsde já agradeço.Att.

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  25. Boa tarde! não tenho muita informação sobre meus antepassados, mas gostaria de saber se como dizem que meu bisavô é da Austria, Francisco Obrownick, e minha bisavó da Alemanha, Ida Tietz. Agradeço a atenção.

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  26. Boa tarde! meu avô José Malletz (depois passou a ser Mallez) chegou ao Brasil em 02 de fevereiro de 1913, junto com sua mãe Anna Malletz na embarcação Kaiser Franz Joseph, no Rio de Janeiro, que saiu de Trieste, sei que eles eram Austríacos mas não sei de qual localidade, gostaria de saber se tenho como conseguir dupla cidadania.

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  27. Boa noite.
    Muito interessante ler essa matéria.
    Eu estava em busca de informações sobre migração de austríacos para o Brasil por volta de 1890 e achei este artigo. Minha mãe nao conheceu os avós, mas lembra que seus pais falavam alemão.
    Dai fui em busca e tirei uma cópia da certidão de nascimento do meu avô e descobri que meu bisavô era natural da Austria. Me interessei pela história e aqui pude entender um pouco mais.
    Agora não sei como conseguir mais dados sobre a região que ele era. O Sobrenome é Scheibe.
    Como será que eu faço para conseguir a certidão de nascimento dele. Alguma dica?
    Obrigada
    Cilene

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    • Se eles casaram no Brasil há a possibilidade de você encontrar algo no museu da Cúria Metroplitana. A igreja costuma ter os processos de casamento dos inigrantes, além do mero registro do casamento religioso. Nestes processos constam diversas informações prestadas pelos nubentes, testemulhas, bem como o local de nascimento dos mesmos. Boa sorte.

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  28. Parabéns pelo belo texto. Procuro há anos, pelo menos a região que meu bisavô FRANZ COLLAR morava na Áustria. As únicas informações que tenho é que desembarcou no porto de Santos no ano de 1891. Poderia me ajudar ao menos a região do sobrenome do meu bisavô? Outra pergunta, tenho direito a cidadania? Desde já muito obrigado!

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      • Primeiramente muito obrigado pelas informações. Nos últimos dias consegui mais algumas informações em alguns documentos antigos encontrados em um livro de imigrantes na delegacia. No livro diz que, vou escrever exatamente o nome da cidade que está no livro, diz q ele veio de Spisic Bucoviça (Austria). Mas quando pesquiso, a região atual seria Bukowina, e se divide entre a Romênia, Croácia e Áustria. Eu sinceramente não sei nem pode onde começar. Ele se dizendo Austríaco, você poderia me dar um norte?
        Desde já agradeço muito

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      • Boa tarde, Estevam!

        É provável que se trate de Špišić Bukovica, atualmente na Croácia. Essa cidade (como toda a atual Croácia), no entanto, não pertencia ao Império Austríaco (Cisleitânia), mas sim ao Reino da Hungria (Transleitânia). Até o fim da Primeira Guerra Mundial, os dois países estavam unidos, governados pela família Habsburgo.

        Att,
        Misael Dalbosco

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  29. Boa Noite!
    Gostaria de uma ajuda, pois meu Bisavo veio ao Brasil com meu avo nascido 1891 na Austria, porem no RNE de entrada no Brasil em 1892 pelo porto de Santos vindo da Italia, não cita em que região nasceu na Austria, já procurei em todos os documentos tanto certidão de nascimento como Casamento infelizmente não tenho se quer uma direção em onde procurar?
    Pode me ajudar com sua experiencia, pois para conseguir a minha cidadania só falta o certidão de nascimento, mas sem a cidade é quase impossivel.

    Obrigado

    Rubens Poian

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  30. boa noite…tenho um documento de minha bisavó porém não sei como pesquisar ele, sei que é o Império Austríaco com data de 16 de abril de 1895 ( certidão de nascimento) porém não entendo a gramática alguém pode me ajudar pf.
    Att
    Leandro

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  31. Acho que o próprio título texto do blog contribui para aumentar ainda mais a confusão ao usar como sinônimos Áustria e Império Austro-húngaro. Na época da imigração, a Áustria atual já era um território bem definido que apenas fazia parte do Império Austro-Hungaro. Os imigrantes vieram de diferentes territórios que não tinham e não tem nada a ver com a Áustria. Não sei porque motivo se escolheu a Áustria para representar o Império Austro-Hungaro, e não a Hungria ou a República Tcheca (Boêmia), por exemplo. Meus avô, Gregor Wöhl veio da Boêmia, atual República Tcheca, e não tenho vergonha de dizer isso porque esta é a verdade. Não me sinto melhor dizendo que vieram da Áustria, só porque é um pais desenvolvido.

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    • Prezado Germano,

      acredito que você esteja fazendo algumas confusões muito comuns com certos conceitos históricos. Passo a explicar.

      A “Áustria-Hungria” era um país formado em 1867 pela união do Império Austríaco e do Reino da Hungria (por esse motivo, o termo “Império Austro-Húngaro”, embora comum, não é historicamente exato, pois a Áustria era um império e a Hungria, um reino).

      O Império Austríaco, por sua vez, foi formado em 1804 por Francisco II, que dissolveu o Sacro Império Romano-Germânico (do qual era imperador) para evitar que Napoleão se apossasse da coroa. Ele passou a reinar como Francisco I sobre as terras hereditárias da família Habsburgo, da qual era chefe, e que desde a Idade Média eram conhecidas, no interno do Sacro Império, simplesmente como “Áustria” (ou, mais formalmente, Círculo Imperial Austríaco).

      Assim, ao contrário do que você afirma, até a Primeira Guerra Mundial toda a chamada “Cisleitânia” era conhecida pelo nome de Áustria, incluindo aí o Tirol Meridional, a Boêmia, a Galícia polonesa e outras terras que, após a Guerra, foram entregues a outros países pelas potências vencedoras. Por esse motivo, os imigrantes dessas regiões se identificavam no Brasil como austríacos, e isso inclui aqueles da Boêmia: https://saobentonopassado.wordpress.com/2017/09/24/quem-eram-os-alemaes-de-sao-bento/

      Somente após a Primeira Guerra Mundial é que o nome “Áustria” passou a dizer respeito somente à pequena área de língua alemã que hoje forma esse país. No entanto, na língua alemã ainda é comum o termo “Alt-Österreich” (“Velha Áustria”), que diz respeito justamente à antiga região da Europa Central que incluía áreas que hoje não pertencem à República Austríaca, como o Tirol do Sul, o porto de Trieste, a Boêmia, a Galícia polonesa, etc. Esses são fatos históricos, facilmente verificáveis em livros confiáveis de História. Ficaremos contentes em indicar alguns, se for do seu interesse.

      Dito isso, você tem o direito, como descendente, de se sentir da forma que bem entender. No entanto, saiba que é bastante provável que seu avô Gregor se definisse “austríaco” e “boêmio”, jamais “tcheco”, muito embora as terras onde ele nasceu hoje pertençam à República Tcheca. Não é uma questão de ser mais ou menos desenvolvido: é uma questão de verdade histórica.

      Cordialmente,
      Misael Dalbosco

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  32. Boa noite;
    Meu bisavô se chamava Joseph Schrattner, ele ingressou no exército austríaco em 1913 e foi combatente da infantaria austríaca até o final da primeira guerra. Perdeu toda família e veio para o Brasil ao final da guerra (após 1918). Meu irmão e eu gostaríamos de conseguira cidadania austríaca, mas não temos nenhum documento (ele veio ao brasil sem) e não temos certeza do navio, ano ou porto de onde ele saiu.
    Onde e como podemos conseguir algum documento que nos ajude?
    Obrigado

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  33. Bom noite!
    Meu avo (Antonio Ridelensky) nasceu na Austria (segundo imformacao dele), veio para o Brasil entre 1893 e 1900 através porto de Santos, perdeu seus familiares durante a viagem, foi criado em colégio interno em são paulo, foi morar em Santos ate seu falecimento em 1946 com 54 anos de idade.
    Fiz varias pesquisas e nunca encontrei nada a respeito do sobrenome.
    Uma vez em gramado fui no museu medieval onde falaram que meu sobrenome vem de Redzinski e a origem do clan Lada da Polônia .
    Através do sobrenome consigo descobrir origem da região meu avo ?

    Obrigado
    Mauricio Ridelenski

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    • Prezado Maurício,

      a região da Galícia polonesa historicamente pertencia ao Império Austríaco, por isso muitos imigrantes austríacos de língua polonesa chegaram ao Brasil na época da grande imigração. Seu sobrenome aparenta ser polonês, porém sem mais informações é muito difícil dizer de que região seu avô teria vindo.

      Att,
      Misael Dalbosco

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  34. boa tarde, tenho o titulo de sepultura do meu bisavô paterno, que faleceu em São Joaquim-SP, em 1937, e consta que era natural de ESTURDENI, AUSTRIA, O nome dele éra Jacob Sinkos, filho de Sebastião Sinkos e Gura Gidico e casado com Antonia Millaus (também austríaca), meu avô dizia que a familia dele veio de uma pequena cidade perto de Liubliana, mas não encontro nenhuma cidade com esse nome, e se encontrar é possível solicitar a cidadania?

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    • Boa tarde, Algacir!

      A Eslovênia (país que tem Ljubljana como capital) pertencia sim ao Império Austríaco, porém não sabemos qual é a cidade a qual essa certidão pode estar se referindo. Quanto à dupla cidadania, você certamente não terá direito à cidadania da atual Áustria, devido às consequências do Tratado de Saint-Germain (veja mais informações aqui: https://tiroleses.com.br/2018/05/30/dupla-cidadania/). Quanto à possibilidade de dupla cidadania eslovena, não sabemos informar.

      Att,
      Misael Dalbosco

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  35. Boa noite procuro registros de meus bisavós paternos Lucca Tornich casado com Maria Crhisten casados na Áustria ,vieram para o Brasil mais ou menos em 18…procuro também bisavós maternos Gíácomo Sinkoç casado com Antonia Millaus também casados na Áustria ,que chegaram na mesma época , no mesmo navio.Obrigada.

    Joana Lúcia Tornici de Carvalho,04 de agosto de 2018.

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  36. Ola, Boa noite,
    Meu Bisavô se chamava Máximo Kosan, ainda nao consegui a certidao de nascimento dele, o que constatei na certidao de casamento ja no Brasil, foi que ele nasceu em 30 de janeiro de 1906 mas foi registrado em Liski, Austria em 15 de maio de 1908. Mas soube que seus pais Simao Kosan e Ana Kosan eram da Galicia.
    Achei incrivel este documentario sobre a historia deles aqui.
    Percebi que a imagem do “passaporte do imigrante austriaco da Galicia”, gostaria muito de ter oportunidade de ver este documento, voce poderia me informar onde encontro este acervo?

    Grata

    Andrea Kosan
    andreakosan@hotmail.com

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  37. Boa Noite.
    Meu Bisavó se chamava Giuseppe Fiorentini, peguei no Arquivo Público do E.Espirito Santo, diz que veio p o Brasil em 1875 com 18 anos era agricultor. Sua origem região de Trento-Alto Adige, Embarcou no Porto de Havre em 11/1875 no navio Fenelon, chegando na Cidade de Vitória ES em 27/12/1875.
    Desde já agradeço e fico feliz, se conseguir mais informações.

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    • Bom dia, Dalva!

      Acredito que seja bastante improvável que o documento do Arquivo Público, se for da época de 1875, indique a região de origem do seu antepassado como “Trentino Alto-Adige”, uma vez que esse nome surgiu somente em 1920 como uma imposição do governo fascista italiano para substituir o histórico nome de “Sudtirol” (que hoje se aplica somente à província de Bolzano, mas historicamente incluía ambas).

      Seja como for, infelizmente não temos informações a respeito de seu antepassado.

      Att,

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  38. Olá boa tarde.
    Muito boa matéria. Meu triavo (Wenzel Reckziegel) é a primeira foto de familia que aparece no video.
    Ele era do imperio Austriaco da Bohemia (Johannesberg).
    Alguém aqui conseguiu o reconhecimento da cidadania?
    Obrigado

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